Apresentação
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Minhas
esculturas são cópias do nada e resultantes de tudo.
Comecei
a moldar a velha, boa e conhecida argila, lá pelos anos de 1994, seguindo
minhas intuições. Depois de ter conquistado, com as minhas esculturas,
reconhecimentos e alegrias, testemunhadas pelas várias exposições coletivas e
individuais e inúmeros trabalhos realizados, premiados, possuídos e
publicados, resolvi, que era o momento e uma obrigação mostrá-las para vocês.
Minhas
esculturas são movimentos tridimensionais, sem frente nem verso, que surgem
suaves, ascendentes e enroscados, furadas, com suas transparências, opacidades,
coloridas, atentando muitas vezes contra força da gravidade e algumas vezes
iluminadas. São criações que podem ser encontradas na natureza, sem formas,
pois são cópias do nada. Elas se desenvolveram dentro de mim como uma
resultante de minha vida, retratadas, no princípio, pelo meu interesse pela
arte da pintura em porcelana, em seguida pela arte da fotografia, e, também, do
meu desenvolvimento como pessoa por meio da minha escolha profissional.
Continuei
a crescer na Petrobras, atuando como psicóloga por 28 anos, uma empresa feita
por pessoas, que vivenciam diariamente um entrelaçamento de relações com emoções,
intuições, inteligência e amor à produção criativa como todos nós, sem
exceção.
Na
moldagem da argila, as minhas esculturas criam personalidade e, em seguida,
exigem ser admiradas e consumidas. Nesse momento, compartilho tudo com alegria,
suspense, tensão, surpresa e o contraditório desejo de possuí-las e entregá-las
aos que as olham e sorriam tão felizes quanto eu. Sei que, o resultado da relação
entre o criador, a criatura e o juiz, é sempre um caleidoscópio de emoções
sem regras pré-escritas, é uma surpresa e por isso um novo estímulo, que
aguardo com a sua visita à minha Galeria.
Tudo
que você verá começou pela argila, que é, até hoje, a base de todos esses
trabalhos. Iniciei minha carreira com o Escultor e Professor Estevam Biandani
que sempre me
orientou e incentivou em minhas criações.
Confesso
que é gratificante encontrar os mesmos olhares em tantas e diferentes platéias,
incentivando-me a buscar o meu melhor em mim mesma. Quero procurar novos
movimentos, novas peles e novas identidades para compartilhá-los com os velhos
e novos cúmplices, colegas, e, também, pesquisadores e consumidores do
criativo e do belo, para, assim, continuarmos e crescermos juntos.
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